As Lojas de Canela

by outrasluzes

“Depois de arrumar a casa, Adélia puxava os estores de linho e mergulhava tudo na penumbra. Nessa altura as cores baixavam uma oitava, os quartos enchiam-se de escuro como se fossem mergulhados de repente numa luz de profundidades marinhas que se reflectia nos espelhos verdes da água, e o calor tórrido do dia respirava por inteiro naqueles estores que se inchavam levemente com os devaneios do meio-dia.”

Bruno Schulz

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